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Semana Nacional da EMRC De 22 a 26 de Março decorre a Semana da Disciplina de EMRC. Este ano a equipa organizadora deseja que «a Semana da Disciplina se constitua uma oportunidade para afirmar o contributo da EMRC na valorização do meio escolar» - lê-se no site emrcdigital.
Desta forma, e durante toda a Semana Nacional da Disciplina de EMRC vai procurar-se, partindo do “conhecimento crítico da cultura actual”, “(re)valorizar a nossa identidade, promovendo o sentido cristão no compromisso com a Vida”.
Para a equipa “o desconhecimento do património cristão constitui um deficit para uma recta compreensão e leitura crítica não só da nossa história e da nossa herança cultural, como também das imagens e mensagens veiculadas, aqui e agora, pela nossa cultura actual, com os seus novos meios e métodos e com as suas novas roupagens e linguagens”.
A proposta agora apresentada consiste em “fazer um levantamento e uma apreciação crítica dos vestígios do património cultural cristão, latentes e patentes nos meios de comunicação social e em várias expressões culturais, tais como:
- o cinema, com a produção de filmes, cujo imaginário, tantas vezes, não passa de uma apropriação de símbolos, valores e mensagens cristãs. O caso do filme "Crónicas de Nárnia" é disso um bom exemplo.
- a música, com as suas mensagens, veladas ou explícitas, inspiradas em textos cristãos;
- a literatura/ artigos e publicidade impressa em revistas e jornais, com as suas novas publicações, algumas das quais vivem de imagens, figuras e títulos, continuamente rebuscados da Bíblia e da Tradição cristã;
- a publicidade televisiva, com sugestivas imagens e anúncios, onde os elementos religiosos cristãos aparecem constantemente como estímulo;
- o mundo do futebol, com todo o seu fervor, as suas liturgias, os seus deuses e catedrais e suas romagens aos estádios;
- o ciberespaço...
Em qualquer destes âmbitos, seja simplesmente nos títulos, nas intenções ou nos conteúdos, é possível adivinhar o recurso a imagens, símbolos, frases, ideias, histórias, que encontram a sua raiz na Bíblia e na Tradição cristã.
Poder-se-iam, por isso, constituir grupos de recolha de materiais sobre alguma destas áreas e torná-las públicas na Escola, de modo a fazer compreender o contributo da disciplina para uma leitura crítica e global da actualidade, onde a linguagem religiosa resiste, persiste e pervive, para lá do limite de validade que muitos lhe quiseram dar. Poderíamos dizer que o cristianismo continua presente na sociedade secularizada, numa espécie de "curriculum oculto" não descartável.
A partir daqui, cada comunidade escolar optará pela melhor estratégia de divulgação, partilha e debate das suas conclusões. Dentre as estratégias, sugerem-se:
- Exposições;
- Intervenção nos meios de comunicação social locais;
- Realização de filmes;
- Construção de PPs e/ou Blogs
O desenvolvimento humano nas conferências quaresmais da Covilhã As conferências quaresmais deste ano do Centro Cultural e Social da Covilhã terão como tema central «O desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade». De 26 de Fevereiro a 26 de Março realizar-se-ão no salão da biblioteca do referido centro daquela cidade.
Programa:
26 de Fevereiro
Tema: «Tempos de crise – tempos de responsabilidade social» por Ayres de Sá
5 de Março
Tema: «Solidariedade, Ambiente e desenvolvimento» por Santos Silva, ex-reitor da UBI
12 de Março
Tema: «Ama, e o que quiseres, faz» por José Rosa.
19 de Março
Tema: «Qualidade de vida e luta contra a pobreza» por Pires Manso
26 de Março
Tema: «Sacerdócio ministerial e comum dos fiéis na Igreja: tempo de desafios e esperança» por D. Manuel Felício
Bento XVI pede padres humanos e presentes no mundo Bento XVI encontrou-se esta Quinta-feira com o clero da Diocese de Roma, pedindo aos presentes que estejam “mergulhados na paixão deste mundo” para procurar “transforma-lo, leva-lo para Deus”.
Numa lição sobre o sacerdócio, no Vaticano, o Papa defendeu que os padres devem “viver a verdadeira humanidade e o humanismo, ter a formação das virtudes, desenvolver a sua inteligência, sentimentos e afectos segundo a vontade de Deus", sempre atentos às “misérias” do mundo.
“Diz-se: mentiu, é humano: roubou, é humano. Isto, porém, não é o verdadeiro ser humano. Humano é ser generoso, humano é ser bom, ser um homem de justiça”, precisou.
Falando de improviso neste tradicional encontro de início da Quaresma, Bento XVI frisou que este “é um processo de vida que deve começar na educação para o sacerdócio”.
A missão sacerdotal, acrescentou, é a de ser “mediador, ponte que liga e assim leva o homem até Deus, à sua redenção, à sua verdadeira luz e vida”.
O Papa reflectiu ainda sobre a obediência, comentando que esta palavra “não agrada no nosso tempo" por ser lida "como uma imposição sobre a nossa vontade".
"A vontade de Deus não é tirânica, não está fora do nosso ser", afirmou, explicando que a obediência a esta vontade “é precisamente o lugar onde encontramos a nossa verdadeira identidade”.
VISITA DO PAPA A PORTUGAL 1. Júbilo e Gratidão
O Santo Padre Bento XVI, correspondendo ao convite, várias vezes reiterado, dos Bispos portugueses bem como ao convite do Senhor Presidente da República, aceitou visitar o nosso País, por ocasião da peregrinação aniversária de 12 e 13 de Maio a Fátima, no próximo ano. O anúncio da visita suscitou, de imediato, um sentimento de júbilo e regozijo entre o nosso povo. Trata-se da concretização de um desejo, ansiosamente esperada, que muito nos honra e distingue, até porque Bento XVI escolhe os gestos e as viagens que faz, com motivações espiritualmente profundas e teologicamente ricas.
Queremos, pois, agradecer, de todo o coração, ao Santo Padre e corresponder a esta honra com aquele amor ao Papa que é uma dimensão profunda do catolicismo português. A comunhão visível com o Sucessor de Pedro, fisicamente presente entre nós, será, mais uma vez, ocasião da expressão espontânea desse amor à sua pessoa, ao seu magistério e ao seu serviço universal e de fidelidade à Igreja.
2. Peregrino de Fátima
O Santo Padre vem, essencialmente, como peregrino de Fátima, onde encontrará uma expressão viva de todas as Igrejas de Portugal.
A sua vinda a Fátima coincide com o décimo aniversário da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta e com as comemorações do centenário do nascimento da Jacinta. Todavia, projecta-se no horizonte mais amplo das suas peregrinações aos maiores santuários marianos espalhados pelo mundo, como grandes centros de evangelização.
Quando o Papa se faz peregrino, na qualidade de Pastor universal da Igreja, é toda a Igreja que peregrina com ele. Por isso, esta sua peregrinação reveste um grande significado pastoral, doutrinal e espiritual.
Ele conhece como ninguém o cerne e o alcance da Mensagem de Fátima, de que se tornou intérprete singular com o seu Comentário Teológico ao “terceiro segredo”, quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Já como Papa, na visita ao Brasil, evocando o nonagésimo aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, não hesitou em falar da “mais profética das aparições modernas”. Sabe, pois, muito bem qual é a actualidade e a importância de Fátima para a Igreja e para o mundo, tal como as exprimiu o Papa João Paulo II, de santa memória: “De Fátima irradia para todo o mundo uma mensagem de conversão e de esperança; uma mensagem que, em conformidade com a fé cristã, está profundamente inserida na história... O apelo que Deus nos faz chegar através da Virgem Santa conserva intacta, ainda hoje, a sua actualidade”.
A peregrinação do Santo Padre a Fátima é, assim, uma interpelação para nós. O Santuário de Fátima, onde se torna viva e actual a Mensagem de Nossa Senhora, é hoje um elemento importante para a evangelização e para a edificação da Igreja no nosso País. Nós, os Bispos, estamos conscientes da importância decisiva deste Santuário. Desejamos que ele exprima o lugar particular de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, como estrela da evangelização.
Maria, que o Papa chama “Estrela do mar” na encíclica “Spe salvi”, é aquela que acompanha a viagem de cada um de nós e de toda a Igreja no mar da vida e da história com o amor vigilante e atento de uma mãe que ama os seus filhos e deseja a sua felicidade. E na viagem indica a Luz verdadeira que é Jesus e convida a fixar nele o nosso olhar, repetindo a cada um de nós o que disse aos serventes nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Maria é também a “Estrela da esperança” porque indica continuamente a meta, o porto seguro e feliz, a comunhão eterna e definitiva com Deus e com todos os homens, os novos céus e a nova terra onde habitará para sempre a justiça.
Neste sentido, a visita do Santo Padre quer também encorajar o empenho constante e generoso na obra de evangelização, ajudando a passar de uma religiosidade tradicional a uma fé adulta e pensada, capaz de testemunho corajoso em privado e em público, que saiba enfrentar os desafios do secularismo e do relativismo doutrinal e ético, típicos do nosso tempo, que Bento XVI lembra frequentemente.
3. Acolher e acompanhar o Papa peregrino
Neste momento, ainda não está definido o programa da visita do Santo Padre. Na próxima Assembleia dos Bispos, em Novembro, reflectiremos sobre como prepará-la espiritualmente, a fim de que possamos vivê-la como um momento de graça e uma significativa experiência cristã para a Igreja em Portugal.
Desde já convidamos todos os fiéis a acolher o Santo Padre em verdade, como Sucessor de Pedro que vem confirmar os irmãos na fé, e com afecto e participação pessoal, unindo-nos em oração às suas intenções pela Igreja e pelos grandes anseios da humanidade.
Elevemos, pois, a nossa oração à Virgem Maria, Mãe da Igreja, Nossa Senhora de Fátima, para que, com a sua bondade materna, acompanhe os passos do Santo Padre nesta peregrinação e o assista no seu ministério de Sucessor de Pedro, que nos preparamos para acolher e acompanhar com alegria, entusiasmo e devoção filial.
Programa da Visita do Papa a Portugal 11 de Maio de 2010
Lisboa
11h00 – Chegada ao aeroporto da Portela.
12h45 - Cerimónia de boas vindas, no Mosteiro dos Jerónimos
13h30 - Visita de cortesia ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no Palácio de Belém
18h15 - Celebração da Missa, Terreiro do Paço
12 de Maio de 2010
Lisboa
10h00 – Encontro com o mundo da cultura, no Centro Cultural de Belém
12h00 - Encontro com o Primeiro-Ministro, na Nunciatura Apostólica.
16h40 – Partida de helicóptero para Fátima
Fátima
17h30 - Chegada à Capelinha das Aparições
18h00 – Vésperas com padres, religiosos, seminaristas e diáconos na igreja da Santíssima Trindade
21h30 - Recitação do Rosário e a Procissão das Velas. Eucaristia presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano
13 de Maio de 2010
Fátima
10h00 – Missa da Peregrinação Internacional Aniversária
13h00 - Almoço com os Bispos de Portugal
17h00 - Encontro com os membros de organizações da Pastoral Social, na igreja da Santíssima Trindade
18h45 – Encontro com os Bispos de Portugal, na Casa de Nossa Senhora do Carmo
14 de Maio de 2010
Fátima
08h00 – Despedida da Casa de Nossa Senhora do Carmo
Porto
09h30 - Chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia
10h15 – Missa na Avenida dos Aliados.
13h30 – Cerimónia de despedida no Aeroporto Internacional do Porto,
14h00 – Partida do avião da TAP
Cristianismo não é moralismo, diz o Papa O cristianismo não é um moralismo, porque não podemos limitar-nos a obedecer a uma lei exterior, afirmou Bento XVI durante a sua visita ao Seminário Maior de Roma, na passada Sexta-feira.
O Papa lembrou o conceito de justiça no Antigo Testamento pelo qual se é justo se se vive bem na Palavra de Deus. “Isto – sublinhou – permanece, mas a verdadeira justiça para o cristão não consiste na obediência a algumas normas, mas no amor criativo que por si mesmo encontra a abundância do bem”.
Bento XVI repetiu aos cerca de 200 seminaristas de Roma um conceito que evocara já nas primeiras palavras proferidas imediatamente após a sua eleição, no dia 18 de Abril de 2005 quando da varanda central da Basílica de S. Pedro falara de si mesmo como um humilde trabalhador da vinha do Senhor.
“Deus plantou uma vinha neste mundo, cultivou a sua vinha com a intenção de encontrar frutos, e criou o seu povo para encontrar a resposta do amor: procura o amor da sua criatura, deseja entrar numa relação de amor com o mundo através do povo que elegeu. Mas a historia concreta é de infidelidade: em vez de uva chegam pequenas coisas que não se podem comer”, disse.
“O homem retira-se, quer ter o fruto para si, a vinha é devastada. Mas Deus não se dá por vencido, encontra outro caminho, incarna-se, torna-se ele próprio a videira indestrutível”, acrescentou.
Deus, referiu o Papa, “incarnou e pede-nos que entremos na alegria para produzir fruto: o dinamismo que vive no amor de Cristo”.
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